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Sempre presente no dia-a-dia, o chimarrão
constituiu-se na bebida típica do Rio Grande do Sul, ou seja, na
tradição representativa do nosso pago. Também conhecido como
mate amargo, como bebida preferida pelo gaúcho, constitui-se no
símbolo da hospitalidade e da amizade do gaúcho. É o mate cevado
sem açúcar, preparado em uma cuia e sorvido através de uma
bomba. É a bebida proveniente da infusão da erva-mate, planta
nativa das matas sul-americanas, inclusive no Rio Grande do Sul.
O homem branco, ao chegar no pago gaúcho, encontrou o
índio guarani tomando o CAA, em porongo, sorvendo o CAÁ-Y,
através do TACUAPI.
Podemos dizer, que o chimarrão é a inspiração do aconchego, é o
espírito democrático, é o costume que, de mão – em - mão, mantém
acesa a chama da tradição e do afeto, que habita os ranchos, os
galpões dos mais longínquos rincões do pago do sul, chegando a
ser o maior veículo de comunicação.
O mate é a voz quíchua, que designa a cuia, isto é, o recipiente
para a infusão do mate. Atualmente, por extensão passou a
designar o conjunto da cuia, erva-mate e bomba, isto é, o mate
pronto.
O homem do campo passou o hábito para a cidade, até consagrá-lo
regional. O Chimarrão é um hábito, uma tradição, uma espécie de
resistência cultural espontânea.
Os avios ou os apetrechos do mate constituem o conjunto
de utensílios usados para fazer o mate. Os avios do mate são
fundamentalmente a cuia e a bomba.
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